"A obesidade deve ser considerada um fator de risco para doença do refluxo gastroesofágico na população pediátrica, juntamente com os fatores de risco descritos anteriormente, incluindo distúrbios anatômicos, neurológicos e de desenvolvimento", explicaram os autores, destacando ainda que, com o crescimento da prevalência de obesidade infantil, o refluxo tende a afetar mais os gastos de saúde e a qualidade de vida da população.
No estudo, avaliando 25 crianças que estavam acima do peso ideal - média de idade de 9,8 anos -, os pesquisadores observaram que as obesas relatavam mais sintomas de refluxo. Comparadas às crianças com sobrepeso, as obesas eram mais propensas a reclamar de "queimação na garganta" (26%, contra 0%), "gosto amargo na boca" (37%, contra 17%) e "dor de barriga acima do umbigo" (37%, contra 0%).
De acordo com os autores, "essas descobertas corroboram estudos em adultos, mas até este ponto, a literatura na população pediátrica vinha faltando". Por isso, os pesquisadores estão dando prosseguimento ao estudo, com o objetivo de avaliar mais evidências da relação entre obesidade infantil e refluxo e de descobrir os mecanismos por trás dessa associação.
Fonte: ACG 2009 Annual Scientific Meeting and Postgraduate Course. Outubro de 2009.
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